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 Dominando o planeta: Homens de preto do "CQC" se espalham pelo mundo

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RICMAC
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Data de inscrição : 31/08/2008

MensagemAssunto: Dominando o planeta: Homens de preto do "CQC" se espalham pelo mundo   Sab Out 11, 2008 9:54 pm

Dominando o planeta
Homens de preto do "CQC" se espalham pelo mundo
Com nomes que variam de acordo com idioma programa já está, ao todo, em cinco países
Agência Estado


Atores, políticos, celebridades instantâneas, jogadores de futebol e misses sabem bem: estão na mira do "CQC", programa que, desde sua estréia, em março, na Band, tem feito barulho. O que o telespectador pode ainda não saber é que toda essa criatividade anarquista teve origem na Argentina, em 1995, e, como epidemia, rapidamente se espalhou pelo mundo.
Hoje, com nomes que variam de acordo com o idioma, o "Caiga Quien Caiga" ("Caia Quem Caia") já está, ao todo, em cinco países: Argentina, Brasil, Espanha, Itália e Chile. Em outubro, a franquia deve chegar a Portugal. Apesar das versões, os argentinos batem no peito: "Somos os originais", brinca Juan Di Natale, apresentador do programa, que já passou por diversas emissoras e atualmente vai ao ar pelo canal Telefe. "O nosso 'CQC' é o melhor do mundo", reitera sem modéstia Guillermo Lopez, repórter da atração, uma das maiores audiências em seu país. "O Brasil adora falar que é melhor em tudo e não é verdade", provoca, rindo.
Baseado no extinto "La Noticia Rebelde", programa argentino de comédia da década de 1980, o "CQC" nasceu há 13 anos - com uma pequena interrupção entre 1999 e 2000 - querendo modernizar a linguagem da TV. "A idéia era recuperar o espírito do 'La Noticia'. Acredito que deu certo. Somos um clássico", afirma Juan, com a pompa de quem já concorreu a oito Emmys (mas não ganhou nenhum).

Baseado no extinto "La Noticia Rebelde", programa argentino de comédia da década de 1980, o "CQC" nasceu há 13 anos - com uma pequena interrupção entre 1999 e 2000 - querendo modernizar a linguagem da TV. "A idéia era recuperar o espírito do 'La Noticia'. Acredito que deu certo. Somos um clássico", afirma Juan, com a pompa de quem já concorreu a oito Emmys (mas não ganhou nenhum).

A trupe argentina já falou com Fidel Castro, George W. Bush, Bill Clinton, Tony Blair, Dalai Lama e Angelina Jolie. "Fomos os únicos a entrevistar, por mais de uma hora, o Fidel Castro. Também entregamos um livro de Kama Sutra (posições sexuais) ao Bill Clinton no auge dos escândalos com a (Monica) Lewinsky e presenteamos o Dalai Lama com um de nossos óculos", conta Ernesto Cune, produtor executivo do programa. Juan diz que o espírito dos argentinos é algo muito próximo ao que acontece no Brasil. "Ninguém nos diz o que fazer. Incomodamos, questionamos o abuso de poder, a hipocrisia, a corrupção, o discurso político e o mundo do entretenimento."
Os dilemas parecem ser os mesmos enfrentados por aqui, e os CQCs argentinos juram que tentam não extrapolar em suas abordagens. "Precisamos deles (entrevistados), então temos de nos impor limites, saber até onde podemos ir", afirma Juan. Guillermo, que cobre o universo do entretenimento - algo parecido com o que é feito por Oscar Filho e Rafael Cortez na versão brasileira -, corrobora. "Eu fico com as lindas mulheres e as baladas, mas não posso ir muito longe. Até porque, quando chego em casa, tenho de me explicar."

Jornalismo ou humor? Eles dizem que é possível combinar. "Temos uma postura à revelia do discurso tradicional e, muitas vezes, com essa mistura entre o factual e o cômico, chegamos a verdades maiores do que os noticiários comuns. Mas somos um programa de humor e não podemos perder de vista que o que fazemos também é um negócio. Não somos justiceiros. Sempre lembrando... é apenas TV", afirma Juan. Um exemplo é a relação que os humoristas mantêm com Néstor Kirchner e sua mulher, Cristina, sucessora do marido na presidência da Argentina. "Mesmo satirizando os dois o tempo inteiro, eles gostam da gente. No dia da posse de Cristina, apesar de contrariada com nossas perguntas, ela nos elogiou", diz o apresentador.
Tanta irreverência tem preço. "Fomos muito rechaçados e ainda somos, diversas vezes fomos agredidos", revela o apresentador, que conta que a segurança do presidente Luis Inácio Lula da Silva é bem complicada. "Eles não são nada suaves." Pelé também é figura carimbada na atração. "Ele aparece muito aqui, mas vou ter de falar, prefiro o Maradona", diz Juan.
Se eles se mantêm firmes na eterna rivalidade futebolística, os CQCs argentinos são mais cordiais quando o assunto é o "irmãozinho" "CQC" brasileiro. "Vi muito pouco, mas eles são bem engraçados. O ritmo é mais lento que o nosso, mas é razoável, já que estão na primeira temporada", afirma Juan. "Eles estão muito bem. Eu até queria trocar de papéis um dia com eles. Assim, cobriria uma noite de badalação do Ronaldo Fenômeno, deve ser divertido", ironiza Guillhermo.

No Chile, entrevista com Homer Simpson

O "‘CQC" chegou ao Chile em 2002. No país, o programa é apresentado por Nicolás Larraín, Gonzalo Feito e Iván Guerrero e conta com reportagens de Sebastián Eyzaguirre, Italo Franzani, Jean Philippe Cretton e Pamela Le Roy. Entre os feitos da trupe, estão diversas entrevistas do tipo "ver para crer", como a com Hommer Simpson, de "Os Simpsons". O grupo também cobriu, em 2005, o aniversário de 90 anos do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, morto em 2006.

No Brasil, barrados no Congresso Nacional

Eles estrearam em março e, apesar do pouco tempo no ar, vêm causando muito barulho no Brasil. Com Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos na bancada, e reportagens de Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Oscar Filho e Warley Santana, a versão brasileira do "CQC" já foi até barrada no Congresso Nacional. Recentemente, durante o Festival de Veneza, Cortez acabou em uma delegacia depois de burlar a segurança do festival e pisar no tapete vermelho.

Na Espanha, rumores sobre a censura

Na Espanha, o "CQC" estreou em 1996. Foi interrompido entre 2002 e 2004 - o que gerou repercussões políticas sobre censura -, mas voltou ao ar em 2005. Desde então, passou por diferentes formações. Atualmente, conta com Toni Garrido, Frank Blanco e Juan Ramón Bonet como apresentadores, e Estíbaliz Gabilondo, Fox, Miguel Martín e Daniel Niño como repórteres. Entre os feitos, está uma entrevista, em 1997, com o escritor Fernando Fernan Gomez, morto em 2007.

Fonte: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=83082&t=homens-de-preto-do-equotcqcequot-se-espalham-pelo-mundo

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